Isaac Asimov Asks, “How Do People Get New Ideas?”



Sem dúvida, na primeira metade do século 19, um grande número de naturalistas estudou a maneira com que espécies se diferenciam entre si. Um grande número de pessoas leu a teoria de Malthus. Talvez, alguns fizeram as duas coisas — leram Malthus e estudaram as espécies. Mas o que você precisava era de alguém que tivesse estudado as espécies, lido Malthus e com a habilidade de cruzar informações.
Esse ponto crítico é uma característica rara a ser encontrada. Uma vez que o cruzamento de informações gere uma conexão [uma relação entre coisas, aparentemente, desconexas], ela se torna óbvia. Dizem que Thomas Huxley exclamou depois de ler A Origem das Espécies: “Que estúpido que eu fui por não ter pensado nisso”.
Mas por que ele não pensou? A história humana ensinou que é difícil pensar em uma ideia mesmo quando todos os fatos estão em cima da mesa. Fazer uma conexão cruzada requer uma certa audácia. Sem audácia, a conexão será como vemos mais comumente por aí, uma ideia que não é nova, mas uma extensão de outra antiga.
É só depois disso que uma nova ideia parece interessante. No início, parece não fazer sentido. Parecia uma insensatez sem tamanho supor que a Terra era redonda em vez de plana; ou que era ela que se movia, em vez do Sol; ou que objetos em movimento necessitassem de uma força para parar, em vez de uma força para mover. E por aí vai.
Uma pessoa disposta a desfilar diante da razão, da autoridade, e do bom senso deve ser uma pessoa dona de uma autoconfiança indiscutível. Já que isso raramente ocorre, pessoas assim parecem excêntricas para o resto de nós. Uma pessoa excêntrica em um quesito é frequentemente excêntrica em outros. Consequentemente, a pessoa que mais provavelmente gerará novas ideias é uma pessoa com boa bagagem na área de interesse e dona de hábitos não convencionais
by Isaac Asimov (https://www.technologyreview.com/s/531911/isaac-asimov-asks-how-do-people-get-new-ideas)

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